O Grêmio apresentou, na noite da última terça-feira (24), as contas do ano de 2025 aos seus conselheiros. O cenário que foi apresentado diz respeito ao exercício dos últimos meses da gestão liderada pelo ex-presidente Alberto Guerra, levando em consideração também o recebimento da Arena após a doação de Marcelo Marques.
Este movimento, inclusive, foi essencial para que a dívida total do Grêmio pudesse se manter abaixo da casa de R$ 1 bilhão. Além disso, algumas situações que foram encaminhadas pela antiga gestão, foram concretizadas pela nova diretoria e serão apresentadas no balanço financeiro do 1º trimestre de 2026.
O valor da dívida total do Grêmio
O documento das contas de 2025, apresentado aos conselheiros, aponta um endividamento total de aproximadamente R$ 935 milhões. A dívida de curto prazo, que são os débitos mais preocupantes, superam a casa dos R$ 516 milhões.
Neste montante estão, por exemplo, os valores do parcelamento de compras de jogadores feitas, além de comissionamentos para agentes e luvas pagas diretamente aos atletas conforme previsto em cada contrato.
O fluxo de caixa do clube ainda não está inviável, embora esteja "estrangulado". A direção gremista trabalha na busca por novas receitas e, dentre elas, estão o novo patrocinador máster e os naming rights da Arena.
Por outro lado, o Grêmio entende que os números que serão apresentados no balanço do 1º trimestre deste ano serão mais animadores, tendo em vista que mais de R$ 100 milhões em dívidas já foram pagos e alguns negócios já foram concluídos, gerando receita imediata.
Logo no dia 1º de janeiro, foi anunciada a venda do atacante Alysson ao Aston Villa, da Inglaterra, por 10 milhões de euros (R$ 57 milhões na cotação da época). Além disso, o clube também confirmou o acordo com a Ingresse, empresa que fará a gestão dos ingressos dos jogos na Arena. O Grêmio recebeu, em luvas, R$ 45 milhões pelo fechamento do acordo.
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