Em meio ao cenário de incerteza sobre a possibilidade de proibição das bets, outro assunto envolvendo os clubes do futebol brasileiro e o Governo Federal. Há alguns meses, está sendo discutida a formatação de um "socorro financeiro" aos 40 clubes participantes das duas principais divisões do Brasil.
Contando com a participação da CBF na condição de articuladora, a proposta levada pelos clubes é para que seja disponibilizada aos clubes uma linha de crédito através do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES). O valor cogitado pelos clubes é de um crédito total de aproximadamente R$ 20 bilhões.
Como é a linha de crédito discutida entre clubes e Governo
A ideia inicial entre as partes e que ainda está em discussão apresenta 2 anos de carência para o início dos pagamentos deste financiamento. Além disso, o prazo total para a quitação dos empréstimos seria de 20 anos.
Os clubes teriam acesso a empréstimos com taxas mais baixas do que as praticadas pelo mercado, mas o valor teria que ser destinado somente para o pagamento de dívidas. Ficariam de fora salários atuais, contratações de jogadores, despesas rotineiras e lucros ou dividendos de donos de SAFs, por exemplo.
Um dos argumentos utilizados pelos clubes é que, ao contrário de outros momentos em que uma ajuda do Governo Federal foi solicitada, desta vez a CBF adotará regras rígidas através do Fair Play Financeiro. O programa de fiscalização dos gastos das equipes funcionará de forma integral a partir de 2027.
O movimento foi capitaneado pelo Internacional e pelo Corinthians, clubes que vivem situação dramática financeiramente. Outros clubes do futebol brasileiro também demonstraram apoio institucional ao tema.
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