Luís Castro foi direto ao ponto ao projetar o Grêmio para os grandes desafios da temporada. Nos jogos mais exigentes, aqueles que pedem intensidade máxima, o time não terá uma camisa 10 fixo. A proposta passa por um futebol mais vertical, agressivo e com linhas adiantadas. A posse será usada como ferramenta de ataque.

Dentro desse desenho, Juan Nardoni surge como uma peça que faltava para fechar a estrutura. O volante argentino passa a ser um dos vértices ofensivos do meio-campo, atuando ao lado de Arthur. Mais recuado, uma camisa 5 dá sustentação ao setor, com Noriega como opção principal. Leonel Pérez aparece como alternativa para o mesmo espaço.

Grêmio de Luís Castro deve jogar sem camisa 10

A ideia do treinador é clara e objetiva. O Grêmio será forte no meio do campo, pressionando o adversário no campo ofensivo e evitando trocas laterais sem profundidade. Com a bola, o plano é acelerar o jogo, acionando rapidamente os pontas ou buscando Carlos Vinícius como referência para o pivô.

Quando essas rotas não estiverem disponíveis, entre em ação o plano B. As jogadas passam a ser construídas por meio de triangulações, com participação ativa dos laterais e ocupação inteligente dos espaços. A movimentação constante é vista como chave para desmontar defesas mais fechadas.

No modelo pensado por Luís Castro, a função clássica da camisa 10 deixa de existir. A criação será compartilhada. Arthur e Nardoni assumem protagonismo nesse processo, dividindo a responsabilidade da armação. A missão, porém, não fica restrita a eles. Até os zagueiros terão papel ativo na saída de bola, já que a construção da escolha desde a defesa, com passes curtos e controle desde a primeira linha.

O Grêmio, assim, caminha para um tempo mais coletivo, intenso e direto, alinhado à ideia de jogo que o treinador quer consolidar nos confrontos de maior peso da temporada.