O Grêmio recebeu uma importante notícia fora das quatro linhas nesta semana. A 36ª Vara Cível da Justiça de São Paulo reconheceu oficialmente a quitação da dívida da Arena, encerrando um processo que se arrastava há cerca de três anos. Com isso, o estádio gremista fica livre de penhoras e sem risco de ir a leilão.
A decisão foi divulgada na quarta-feira (20) e representa mais um passo para consolidar a gestão da Arena nas mãos do Tricolor. Apesar do avanço, as empresas OAS 26 e Karagounis ainda podem recorrer da sentença.
Entenda o caso envolvendo a Arena do Grêmio
A disputa judicial começou após a negociação entre o Grêmio e a Arena Porto Alegrense, que ocorreu depois da compra de parte da dívida da Arena pelo empresário Marcelo Marques.
Na operação, Marques adquiriu dois terços da dívida da construção do estádio e posteriormente repassou a gestão ao clube gaúcho. O investimento total da negociação chegou a R$ 145 milhões.
As empresas OAS 26 e Karagounis, proprietárias do terreno da Arena, questionaram o acordo na Justiça. Elas alegavam ter prioridade na compra da gestão do estádio, o que acabou não acontecendo.
Mesmo assim, a juíza Paula da Rocha e Silva rejeitou os argumentos apresentados pelas empresas.
Arena do Grêmio não corre mais risco de leilão
Com a decisão judicial, o Grêmio ganha tranquilidade em relação ao futuro da Arena. O reconhecimento da quitação da dívida impede novas penhoras relacionadas ao caso. Na sentença, a magistrada destacou que as empresas não possuem legitimidade para impedir a transferência do direito de gestão da Arena.
O advogado Eduardo Peña, que atuou no processo, celebrou o desfecho favorável ao clube. Segundo ele, a decisão coloca fim em um dos maiores impasses jurídicos envolvendo o estádio gremista nos últimos anos.
Grêmio ainda precisa resolver situação do Olímpico
Apesar da vitória judicial, o assunto ainda não está totalmente encerrado. O direito de gestão adquirido por Marcelo Marques e repassado ao Grêmio vale até janeiro de 2034.
Até lá, o clube precisa concluir a chamada "troca de chaves" com OAS 26 e Karagounis. Nesse processo, o Grêmio entregaria oficialmente a área do Estádio Olímpico às empresas proprietárias do terreno da Arena.
A Karagounis já demonstrou interesse em avançar no acordo. Já a OAS 26 segue dificultando as negociações. Entre os pontos de impasse estão a responsabilidade pela demolição do Olímpico e também as obras previstas no entorno da Arena.
Grêmio vê avanço importante na gestão da Arena
Internamente, o clube considera a decisão um avanço decisivo para consolidar o controle definitivo do estádio.
O vice-presidente do Conselho de Administração do Grêmio, Eduardo Schumacher, afirmou que a sentença também autoriza a emissão dos documentos necessários para registrar oficialmente o direito de superfície da Arena em nome do clube.
Mesmo com pendências futuras, o entendimento é de que o Tricolor deu um passo importante para garantir estabilidade jurídica e administrativa sobre sua casa.
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