O sonho de ver Bitello novamente vestindo a camisa do Grêmio não deve se tornar realidade nesta janela de transferências. Após analisar os detalhes da possível negociação, a direção tricolor concluiu que o retorno do meia é financeiramente inviável neste momento.

Revelado pelo clube e negociado com o Dínamo de Moscou em 2023, Bitello era visto como uma opção interessante para reforçar o meio-campo de Luís Castro. No entanto, os valores envolvidos afastaram qualquer possibilidade de avanço nas tratativas.

Valor da negociação impede avanço

Para contratar o jogador, o Grêmio precisaria desembolsar cerca de 16 milhões de euros. O valor original da multa rescisória é de 18 milhões de euros, mas o clube gaúcho possui um desconto de 20% graças a uma cláusula estabelecida na venda do atleta para o futebol russo. Mesmo com essa condição favorável, a operação segue muito acima da capacidade financeira do Tricolor Gaúcho.

A possibilidade de contar com o apoio de um fundo de investimentos chegou a ser considerada nos bastidores. A ideia seria utilizar recursos externos para viabilizar a contratação. Porém, o cenário foi rapidamente descartado pela direção.

Segundo um dirigente ouvido pelo portal GZH, a negociação é considerada "totalmente inviável".

Grêmio ainda pode lucrar com Bitello

Embora tenha descartado uma investida pelo meia, o Grêmio segue acompanhando de perto a situação do jogador no mercado internacional.

Clubes do Brasil e também do Oriente Médio demonstraram interesse recente na contratação de Bitello. Uma transferência pode render valores importantes aos cofres gremistas.

Isso porque o Tricolor manteve direito a 20% da valorização em uma futura venda do atleta. Caso uma negociação seja concretizada pelos valores atualmente especulados, o clube poderá receber aproximadamente 3,6 milhões de euros.

Guerra na Ucrânia dificulta negociações

A situação de Bitello também é impactada pelo cenário geopolítico. Em razão do conflito entre Rússia e Ucrânia, existem restrições que dificultam negociações diretas entre clubes russos e equipes de diversos países da Europa.

Esse contexto tem reduzido as possibilidades de transferência do meia para grandes centros do futebol europeu, mesmo com o interesse de clubes do exterior.

Contratação superaria recordes do Grêmio

Os números envolvidos ajudam a explicar por que o negócio foi descartado. A maior contratação da história do Grêmio continua sendo a de Nardoni, que custou cerca de 8 milhões de dólares. Logo atrás aparece Tetê, adquirido nesta temporada por 6 milhões de euros.

Somadas, as duas operações ainda não alcançam o valor necessário para repatriar Bitello. Por isso, apesar da identificação do jogador com o clube e da aprovação interna ao seu futebol, a direção optou por encerrar qualquer possibilidade de negociação neste momento.

Com isso, o Grêmio segue no mercado em busca de alternativas mais compatíveis com sua realidade financeira para reforçar o elenco na sequência da temporada.