Favoritismo ganha jogo? Não. Se fosse assim, nem precisava entrar em campo. No GreNal, a teoria quase sempre esbarra na realidade. É o tipo de partida que muda de rumo em um detalhe, em um lance isolado, em um erro pequeno que vira gigante. Por isso, o clássico costuma ser um dos jogos mais imprevisíveis do futebol brasileiro.

Mesmo com essa tradição de equilíbrio e surpresas, o assunto "favoritismo" voltou a ganhar força entre os gremistas. E, segundo o jornalista Diogo Oliver, o Grêmio chega como favorito para vencer o próximo GreNal, principalmente pelo momento atual e pelas peças que o time tem em campo.

GreNal é clássico, mas momento pesa

O GreNal carrega uma carga emocional que não se compara a quase nenhum outro jogo. É rivalidade, pressão, ambiente pesado e decisão em cada disputa. Só que, apesar de toda essa "mística" do clássico, existe um ponto que não dá para ignorar: na maioria das vezes, vence quem está melhor preparado.

E é exatamente por isso que a discussão sobre favoritismo voltou com força. O Grêmio tem mostrado evolução, mais consistência e soluções dentro do elenco. Já o Inter, por outro lado, ainda busca estabilidade e confiança em alguns setores.

Por que o Grêmio aparece como favorito?

Do ponto de vista do torcedor, falar em favoritismo pode soar como provocação ou excesso de confiança. Mas, olhando com calma, existem fatores que ajudam a explicar porque o Tricolor chega em vantagem.

A primeira razão é que o Grêmio parece mais pronto. O time tem mais opções, mais variações e mais segurança em posições decisivas. Além disso, a diferença não está apenas no "nome" do elenco, mas na forma como algumas peças têm entregado desempenho.

A diferença passa por posições decisivas

Em clássico, nem sempre vence quem tem mais posse de bola ou quem finaliza mais. Muitas vezes, a vitória é definida por quem tem os jogadores mais decisivos nos momentos-chave. E dois setores costumam pesar muito: goleiro e centroavante.

Weverton traz segurança no gol

Um dos pontos que mais fortalece o Grêmio neste momento é a presença de Weverton, um goleiro experiente, acostumado a jogos grandes e que passa confiança ao time. Esse tipo de jogador muda o ambiente dentro do campo. Um goleiro seguro permite que o time jogue com mais tranquilidade, sem aquele medo constante de sofrer em qualquer bola na área.

A comparação com o que vinha acontecendo antes é inevitável. O Grêmio precisava reduzir riscos e ganhar consistência defensiva. E, com Weverton, essa sensação de estabilidade aumenta.

Carlos Vinícius vive fase artilheira

Na frente, o Grêmio também tem um diferencial claro. Carlos Vinícius vive um momento de alta, com números que chamam atenção e uma presença constante no gol. Centroavante em boa fase costuma ser "meio caminho andado" em GreNal, porque o clássico não costuma dar muitas chances claras.

Quando a bola aparece, é preciso decidir. E o Grêmio tem hoje um atacante que vem resolvendo.

E o Inter? Pontos de atenção do rival

O Inter tem qualidade e não pode ser subestimado, ainda mais em um clássico. Mas é natural que exista desconfiança em algumas peças do time colorado, especialmente por questões recentes.

No gol, Rochet é um ótimo goleiro, mas vem de um período com problemas físicos e tempo parado. Isso gera dúvida sobre ritmo e confiança total em um jogo que exige reação rápida e tomada de decisão o tempo todo.

No ataque, Borré é um jogador importante, mas tem sido alvo de críticas por chances desperdiçadas. E em GreNal, desperdiçar pode custar caro, porque o jogo normalmente é apertado e definido em detalhes.

Favoritismo existe, mas não garante nada

O torcedor do Grêmio tem motivos para acreditar em vitória. O momento é positivo e o time parece mais encaixado. Ainda assim, GreNal não respeita lógica com facilidade.

Clássico tem jogo mental, tem provocação, tem expulsão, tem VAR, tem bola parada, tem nervosismo. E tudo isso pode mudar o cenário em poucos minutos.

Por isso, o Grêmio pode até entrar como favorito, como apontou o jornalista Diogo Oliver, mas vai precisar provar isso dentro das quatro linhas.