O Grêmio recebeu nesta terça-feira (25), um bloqueio preventivo para o registro de novos jogadores, aplicado pela Agência Nacional de Regulamentação e Sustentabilidade no Futebol (ANRESF). Apesar da medida, o clube entende que a decisão não deve comprometer seu planejamento no mercado.
O principal motivo está na situação financeira do Tricolor. Nos últimos meses, o clube reduziu a folha salarial e também arrecadou mais com vendas de jogadores do que gastou em contratações. Com isso, o Grêmio atende aos critérios exigidos pela ANRESF para registrar eventuais novos atletas.
Na prática, porém, o clube terá que apresentar à entidade as informações financeiras de qualquer contratação que eventualmente queira realizar. A ANRESF analisará se o Grêmio possui condições de assumir os custos da operação e os salários do jogador.
Grêmio não planeja mais contratações nesta janela
Apesar do bloqueio, a situação não muda os planos atuais da direção. O Grêmio considera encerrado o ciclo de contratações desta janela, que permanecerá aberta até 11 de setembro. Por isso, a medida não deve provocar mudanças imediatas no elenco comandado por Luís Castro.
O bloqueio também não representa uma proibição definitiva para contratar. O Grêmio pode realizar uma nova operação, mas precisará submetê-la à análise da ANRESF antes de registrar o atleta.
A expectativa do clube é que a situação esteja resolvida antes da próxima janela de transferências, prevista para janeiro de 2027.
Por que o Grêmio recebeu o bloqueio?
A medida está relacionada ao plano de recuperação de dívidas apresentado pelo Grêmio à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). O clube solicitou à CNRD um cronograma para quitar débitos que somam aproximadamente R$ 16 milhões com diferentes credores. A proposta prevê o pagamento parcelado das dívidas, dentro de condições que ainda serão analisadas pela Câmara.
Enquanto o pedido estiver em avaliação, a ANRESF determinou o bloqueio preventivo dos registros. O Grêmio espera que o plano seja analisado ainda no segundo semestre de 2026. Se isso acontecer, a tendência é que a medida não esteja mais em vigor quando o próximo período de transferências começar.
O clube não está proibido de contratar jogadores. A diferença é que uma eventual contratação precisará passar pela avaliação da ANRESF antes de ser registrada. Para conseguir a autorização, o Grêmio precisa demonstrar capacidade financeira para arcar com os valores envolvidos na negociação e com os salários do novo atleta.
Nesse ponto, o Tricolor entende estar em situação favorável. O clube afirma que reduziu a folha salarial nos últimos seis meses e arrecadou mais com vendas de jogadores do que gastou em contratações.
São justamente esses dois critérios que permitem ao Grêmio acreditar que uma eventual operação não seria barrada pela entidade.
O que acontece agora?
Na prática, o bloqueio tem pouco impacto sobre os planos imediatos do Grêmio. A direção já considera o elenco fechado para esta janela e não pretende realizar novas contratações. O foco agora está na disputa das competições e na reorganização financeira do clube.
A principal expectativa fica para a análise do plano de recuperação de dívidas pela CNRD. A aprovação poderá permitir que o Grêmio entre em 2027 com uma situação mais organizada e sem o atual bloqueio preventivo para registros.
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