A preparação para a semifinal do Gauchão de 2026 esquentou fora das quatro linhas. O debate agora envolve uma quantidade de ingressos destinada à torcida do Grêmio no Estádio Alfredo Jaconi. Após o Juventude informar que os ingressos para visitantes estavam esgotados, o tema ganhou repercussão imediata.

Segundo o Clube da Serra, os 1.840 ingressos colocados à venda foram comercializados. A notícia provocou revolta em Porto Alegre. O presidente gremista, Odorico Roman, questionou a decisão e citou um entendimento prévio de que, de acordo com ele, ampliaria o espaço para os tricolores.

Em entrevista à jornalista Valéria Possamai, o dirigente afirmou que teria direito a 4,2 mil entradas ao Grêmio. A declaração aumentou o ruído entre as diretorias. O assunto rapidamente dominou o noticiário esportivo.

Presidente do Juventude negou mudanças

Do lado alviverde, a resposta veio em tom firme. O presidente do Juventude, Fábio Pizzamiglio, negou qualquer mudança no padrão adotado pelo clube. Ele relembrou episódios anteriores e defendeu o cumprimento do regulamento vigente.

''O Juventude mantém o hábito de oferecer à torcida visitante o mínimo previsto. Isso nunca foi alterado. Não houve acordo diferente'', declarou o mandatário em participação na Rádio Gaúcha.

O dirigente também rebateu números citados na entrevista concedida pelo presidente gremista. Deixou claro que o número não chegou a 2,1 mil ingressos. Reforçou que o total vendido foi de 1.840 entradas, dentro do limite legal.

''Estamos comercializando 10% da capacidade do estádio em acessos, não em ingressos. É o que determina a regra. Poderíamos vender até menos. Cumprimos a lei'', afirmou.

Outro ponto levantado envolve a política para crianças. O Juventude explicou que não há cobrança para esse público no Alfredo Jaconi. Segundo o clube, a prática diferente do modelo adotado em Porto Alegre nos últimos anos.

A divergência amplia a tensão antes do confronto decisivo. Enquanto isso, a expectativa cresce entre os torcedores. Dentro de campo, a vaga na final segue como foco principal. Fora dele, o debate sobre ingressos permanece em destaque.