A estrutura do futebol brasileiro pode viver mudanças relevantes nos próximos meses. Nos bastidores, cresce a insatisfação de parte dos clubes com a Libra. O debate envolve governança, alinhamento de interesses e impacto financeiro. O Grêmio aparece entre as equipes que acompanham o tema com atenção.

Dirigentes de diferentes clubes relatam desconforto com o modelo atual. Um dos pontos mais citados é a percepção de pouca discussão interna sobre decisões estratégicas. Também há incômodo com a condução de pautas consideradas sensíveis. Além disso, questões econômicas passaram a pesar no ambiente.

Grêmio e outros clubes estão descontentes

Um caso recente virou exemplo dentro da própria liga. Com o Remo na Série A, houve ajuste na divisão de receitas. Como não havia previsão contratual para a entrada de outro integrante da Libra na Primeira Divisão, as cotas dos demais participantes sofreram redução. O episódio ampliou o debate entre os clubes.

No cenário gremista, o tema não é tratado como surpresa. O clube gaúcho está entre os que demonstraram ressalvas ao formato vigente. Por isso, uma eventual migração para o Futebol Forte União é vista como possibilidade real.

Movimentos semelhantes já ocorreram. Corinthians e Atlético-MG deixaram a Libra em decisões que repercutiram no futebol nacional. Outros clubes seguem avaliando caminhos. O ambiente permanece aberto para novas articulações.

Internamente, qualquer passo mais concreto do Grêmio exigirá trâmites formais. Uma mudança de bloco precisaria passar pelo Conselho Deliberativo. A etapa é considerada essencial para validar posicionamentos institucionais.

Atualmente, a Libra conta com oito clubes: Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Santos, Bahia, Bragantino e Remo. Já o Futebol Forte União reúne mais de 30 equipes das Séries A e B. Entre elas estão Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Inter e Vasco.

O tema segue em evolução. As conversas continuam. Nos bastidores, o entendimento é de que a organização das ligas pode redefinir receitas, poder de voto e rumos do futebol brasileiro. O Grêmio acompanha cada movimento.