O Grêmio enfrenta um desafio importante fora de campo. A direção trabalha para reduzir os gastos do Departamento de Futebol nos próximos meses.

A meta é cortar cerca de R$ 5 milhões na folha salarial. O objetivo é adequar as contas ao planejamento financeiro da temporada.

Folha atual está acima do previsto pela direção

Hoje, o custo mensal com o elenco principal gira em torno de R$ 23 milhões. O grupo conta com 37 jogadores. Na média, cada atleta representa um gasto superior a R$ 600 mil por mês.

Internamente, o clube considera R$ 18 milhões como valor ideal. Ou seja, ainda há um caminho relevante para equilibrar as contas.

Saídas devem abrir espaço para reforços

Com esse cenário, novas contratações ficam condicionadas a saídas. Só chega quem couber na folha. A janela de transferências do meio do ano pode ajudar. Após a Copa do Mundo, o mercado tende a aquecer.

Jogadores jovens são os mais visados por clubes do exterior. Isso pode gerar negociações e aliviar os custos.

Rescisões também pesam no orçamento

Além da folha atual, o Grêmio ainda lida com despesas de contratos encerrados. Nos últimos meses, mais de 20 atletas deixaram o clube por meio de acordos amigáveis. Mesmo fora, seguem gerando impacto financeiro. Essa "folha paralela" pode chegar a cerca de R$ 7 milhões mensais, segundo estimativas internas.

Lateral-direita é prioridade no mercado

Apesar do cenário apertado, o clube avalia uma contratação pontual. A lateral-direita é vista como carência no elenco. Por isso, a direção trabalha com alguns nomes para a posição.

Outras negociações, por enquanto, estão descartadas. É o caso de Alejandro Marqués, atacante do Estoril, que não está nos planos.

Planejamento exige equilíbrio

O Grêmio tenta ajustar as contas sem perder competitividade. A estratégia passa por liberar espaço na folha, valorizar ativos e fazer movimentos pontuais no mercado. Os próximos meses serão decisivos para definir o rumo do elenco.