O técnico Luís Castro não costuma responder por impulso. Suas falas têm contexto. Foi assim também ao comentar o favoritismo para o GreNal 450, neste domingo (1), pela final do Gauchão.
A declaração ocorreu em evento na sede da Federação Gaúcha de Futebol , em Porto Alegre. Ao seu lado estava o capitão Arthur. Do outro, Alan Patrick, hoje no Inter e seu ex-jogador nos tempos do Shakhtar Donetsk.
"Sou sempre favorito", explica técnico do Grêmio
Questionado sobre quem chega como favorito à decisão, o treinador foi direto. A pergunta já havia surgido após uma vitória sobre o Atlético-MG. Também veio na esteira de uma fala de Paulo Pezzolano, que colocou a responsabilidade no lado gremista.
Castro evitou responder ao colega. Preferiu explicar sua visão.
Ele relembrou vitórias marcantes na carreira. Citando triunfos sobre o Real Madrid. Recordou quando terminou à frente do Inter de Milão. E também quando superou o Manchester City, de Guardiola. Em muitos desses momentos, era considerado azarão.
Só depois contextualizou o favoritismo.
''Para mim, não tem significado nenhum. Não ligo para quem é favorito e quem não é. Não me debruço e não emito opinião sobre quem é favorito. Para mim, sou sempre o favorito porque a minha paixão é grande pelo o jogo.''
GreNal recente ficou no passado
Há pouco mais de um mês, o Grêmio foi derrotado por 4 a 2 no Beira-Rio. O resultado marcou o clássico 449. Três gols sofridos em nove minutos abalaram o tempo.
Castro percebeu que não era algo normal. Admitiu que o primeiro gol mexeu com o emocional da equipe. Mas reforço que o futebol oferece novas chances a cada partida.
''Cada jogo é um jogo. Não adianta remoer o passado. Ele serve para tirar lições. Fizemos a análise de cabeça fria e já não serve mais. Derrota que machuca. Olhar sempre o próximo jogo.''
Peso igual para ida e volta
A primeira partida será na Arena do Grêmio. A volta, no Beira-Rio. O histórico mostra que quem vence o jogo de ida, normalmente conquista o título. Mesmo assim, Castro evitou dar peso maior a um dos confrontos.
''O primeiro jogo é tão importante como o segundo. Vai influenciar na dimensão mental das equipes. Pode atirar para uma condição superior ou pode diminuir o estado anímico.''
A decisão começa neste domingo. Será apenas o primeiro capítulo. Como disse o próprio treinador, uma final tem começo, meio e fim. No GreNal 450, o torcedor conhecerá apenas metade dessa história.
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