O GreNal 453 terá arbitragem de fora do Rio Grande do Sul. Ramon Abatti Abel, de Santa Catarina, será o responsável pelo clássico desta quinta-feira (27), às 20h, no Beira-Rio, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
A escolha mantém uma tradição que acompanha o maior clássico gaúcho há décadas. Ao longo da história, 98 GreNais anteriores foram comandados por árbitros de fora do Rio Grande do Sul. Com o confronto desta quinta, Abatti Abel será o 99º árbitro de fora do Estado a apitar o duelo.
E os números mostram um cenário bastante equilibrado. Nos 98 clássicos anteriores com arbitragem de fora, o Inter venceu 35 vezes, enquanto o Grêmio ganhou 32. Outros 31 GreNais terminaram empatados.
Ou seja, a vantagem colorada é pequena. São apenas três vitórias a mais para o Inter em um histórico marcado pelo equilíbrio.
Um histórico que começou no primeiro GreNal
A presença de árbitros de fora não é algo recente. O próprio primeiro GreNal da história teve um estrangeiro no comando. Em 18 de julho de 1909, Grêmio e Inter disputaram o primeiro clássico. O Grêmio venceu por impressionantes 10 a 0, em uma partida apitada pelo alemão Waldemar Bromberg.
Desde então, árbitros de diferentes regiões e países passaram pelo clássico. Ao todo, 15 estrangeiros já tiveram a missão de conduzir um GreNal. Entre eles, o inglês Cyrill Barrick é o recordista. Ele apitou nove clássicos. O argentino Ricardo Silva aparece na sequência, com sete participações.
Árbitros de outros estados também marcaram história
Além dos estrangeiros, diversos árbitros brasileiros de outros estados já comandaram a rivalidade. Ao todo, foram 35 árbitros de outros estados do Brasil. A lista inclui profissionais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Alagoas e Pará.
Entre os nomes de maior destaque estão José Roberto Wright, Romualdo Arppi Filho e Marcelo de Lima Henrique, todos com cinco GreNais apitados. Marcelo de Lima Henrique, árbitro carioca que trabalhou em cinco clássicos, já destacou a dimensão da rivalidade gaúcha.
Para ele, o GreNal exige atenção especial justamente pela intensidade que envolve as duas torcidas. O clássico, segundo o árbitro, apresenta um nível de tensão diferente de outros grandes confrontos.
Ramon Abatti Abel volta a apitar o clássico
O GreNal 453 será o terceiro clássico de Ramon Abatti Abel. A primeira experiência aconteceu em 2024. Naquele confronto, válido pelo Campeonato Brasileiro, o Inter venceu o Grêmio por 1 a 0, em partida disputada no Couto Pereira.
O segundo veio em 2025, no GreNal 445, pelo jogo de ida da final do Gauchão. Na Arena, o Inter venceu por 2 a 0 e depois confirmou o título estadual. Agora, Abatti Abel terá novamente o Grêmio pela frente. O cenário, porém, é diferente. Desta vez, o clássico abre uma disputa eliminatória pela Copa do Brasil.
O retrospecto individual do árbitro favorece o Inter, mas o histórico geral dos GreNais com arbitragem de fora mostra que a diferença é pequena.
Grêmio busca quebrar vantagem do Inter
Para o Tricolor, o GreNal 453 representa uma oportunidade de melhorar também esse retrospecto recente. Dos 98 clássicos anteriores apitados por profissionais de fora do Rio Grande do Sul, o Grêmio venceu 32. O Inter soma 35 triunfos.
A diferença é de apenas três partidas. Por isso, o confronto desta quinta-feira pode acrescentar mais um capítulo a uma história que já reúne quase cem GreNais com arbitragem externa. Além da rivalidade, estará em jogo uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. O primeiro duelo acontece no Beira-Rio. A decisão será na Arena, em 3 de setembro.
Com Ramon Abatti Abel no apito, o GreNal 453 terá mais um ingrediente histórico em uma rivalidade que já foi conduzida por árbitros de diferentes estados e até de outros países.
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