A Justiça Federal negou o pedido da Polícia Federal para bloquear R$ 1 milhão recebido por Pedro Geromel, ídolo e ex-zagueiro do Grêmio. O valor foi transferido por uma empresa investigada por suspeita de lavagem de dinheiro e extração ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

A solicitação de bloqueio foi apresentada no âmbito de uma investigação envolvendo os empresários gaúchos Diego e Matheus Possebon. A juíza responsável pelo caso entendeu que as movimentações financeiras, por si só, não comprovam a origem criminosa dos recursos.

Pedro Geromel recebeu R$ 1 milhão de empresa investigada

Segundo a Polícia Federal, Geromel recebeu R$ 1 milhão da Metalsur, empresa que aparece nas apurações sobre um possível esquema de movimentação de recursos ligados ao comércio de cassiterita.

A PF identificou a transferência após analisar dados bancários dos empresários Diego e Matheus Possebon. A investigação aponta que a Metalsur teria sido utilizada para trazer ao Brasil valores recebidos no exterior relacionados a negócios com o minério.

As remessas investigadas teriam ocorrido entre março e julho de 2023, com participação da empresa norte-americana MLS Berkovitz Investments.

Justiça negou pedido de bloqueio do dinheiro

O delegado responsável pela investigação solicitou o sequestro e o arresto de bens e valores de Geromel até o limite de R$ 1 milhão, quantia equivalente ao repasse identificado. A juíza Mirna Brenda de Magalhães Salmázio, da 4ª Vara Federal Criminal de Roraima, negou o pedido. A decisão considerou que as movimentações financeiras não seriam necessariamente resultado de atividade criminosa.

De acordo com a apuração, a intenção da Polícia Federal é que o ex-jogador esclareça a origem do dinheiro recebido do exterior.

Lucas Leiva também aparece na investigação

Outro ex-jogador do Grêmio citado nas apurações é Lucas Leiva. Conforme a investigação, ele teria recebido R$ 125 mil provenientes da Metalsur, por meio de uma transferência realizada por um motorista ligado a Diego Possebon. Nesse caso, a Polícia Federal não solicitou o bloqueio do valor. A Justiça também negou os pedidos de prisão preventiva dos irmãos Possebon.

Defesas negam irregularidades

As defesas dos empresários afirmaram que os fatos investigados são antigos e que ambos estão à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Os advogados também contestaram a relação dos investigados com possíveis irregularidades no comércio de minérios.