O Grêmio voltou a tropeçar na temporada. Após a derrota no GreNal 449, o Tricolor Gaúcho foi superado novamente, desta vez pelo Fluminense, por 2 a 1, na estreia do Brasileirão. O confronto aconteceu no Maracanã e marcou mais um desafio para o início de trabalho de Luís Castro à frente da equipe.

Na visão do treinador português, houve evolução em relação a partidas anteriores. O time até criou oportunidades e competiu melhor em alguns momentos. Ainda assim, o Grêmio mostrou dificuldades claras para construir jogadas e só conseguiu crescer na reta final do jogo, quando passou a pressionar mais o adversário.

O resultado reforça que o time ainda precisa de ajustes. Ao mesmo tempo, a avaliação interna leva em conta o pouco tempo de trabalho da nova comissão técnica, que segue em busca da formação ideal. O portal GZH apontou três fatores principais que explicam a derrota gremista no Rio de Janeiro.

Motivos para a derrota do Grêmio no Maracanã

Falhas na marcação

O primeiro gol do Fluminense nasce de um erro defensivo. Gustavo Martins e Marcos Rocha não conseguiram conter John Kennedy, que deu sequência à jogada. Renê finalizou, a bola desviou, Weverton espalmou e Nonato apareceu livre para completar. Arthur não acompanhou o volante no lance.

No segundo gol, a desorganização ficou ainda mais evidente. Após cobrança de escanteio, Lucho Acosta finalizou de primeira, da entrada da área, sem marcação. Todos os jogadores do Grêmio estavam posicionados dentro da área, o que abriu espaço para o meia argentino. Em coletiva, Luís Castro explicou que o posicionamento ofensivo do Fluminense dificultou a reação dos gremistas.

Criação abaixo do esperado

Depois de testar uma formação diferente no Gre-Nal, Luís Castro manteve a ideia contra o Fluminense. A dupla Dodi e Edenilson no meio-campo, porém, voltou a não dar a dinâmica necessária. O setor teve dificuldade para acelerar o jogo e criar chances claras.

Arthur, normalmente um dos destaques pela qualidade técnica, também teve atuação discreta. Carlos Vinícius, em boa fase, aproveitou a principal oportunidade que teve no segundo tempo e marcou. Com mais qualidade na armação, o centroavante poderia ter sido mais acionado.

Pontas com pouca efetividade

Os lados do campo também renderam pouco. Amuzu passou quase uma hora em campo sem conseguir se destacar. Tetê começou melhor, principalmente no primeiro tempo, mas perdeu intensidade após o intervalo.

Pavon entrou na etapa final e foi o mais participativo entre os extremos, inclusive ajudando na jogada do gol gremista. Já Enamorado teve atuação apagada. Por escolha técnica, Luís Castro deixou em Porto Alegre os jovens Roger e Gabriel Mec, que também atuam pelos lados.

Agora, o Grêmio tenta reagir na sequência da temporada. O foco passa a ser o Gauchão, enquanto a comissão técnica segue trabalhando para corrigir falhas e dar mais equilíbrio ao time.