O empate fora de casa foi frustrante para o torcedor do Grêmio. Após o 1 a 1 com a Chapecoense, na Arena Condá, o técnico Luís Castro concedeu entrevista coletiva e deixou claro qual é o objetivo principal do clube na temporada.
As falas de Luís Castro após o empate contra a Chapecoense
Meta definida: Libertadores
O treinador português revelou que o Tricolor já tem um plano traçado desde o início do ano:
''Desde o início da temporada que nós traçamos um objetivo internamente. E esse objetivo é claro: chegar na Libertadores, e é para isso que vamos trabalhar muito, por esse objetivo.''
Com seis rodadas disputadas no Brasileirão, o Grêmio soma oito pontos e aparece na parte de cima da tabela. Mesmo assim, o sentimento é de que o tempo poderia ter sido conquistado mais.
Análise do empate
Luís Castro avaliou o desempenho da equipe e lamentou as chances desperdiçadas, principalmente na reta final das jogadas:
''Nós dominamos boa parte do jogo, mas, mais perto do fim, a Chapecoense arriscou um pouco mais. Tivemos muitos erros técnicos ao longo do jogo. O último passe para a finalização, quando chegávamos, muitas vezes falhávamos. Tivemos algumas chances de gol e podíamos ter fechado, assim como no último jogo. Arriscamos até ao fim. Tínhamos como objetivo a vitória.''
Promessa? Só trabalho
Questionado sobre uma possível promessa para o próximo jogo, diante do Vitória, o técnico foi direto:
''Eu sei que o mundo gosta muito de promessas. O que eu prometo na minha vida é trabalhar. De forma digna, entrego-me totalmente ao jogo e exijo que os meus jogadores se entreguem. Se a bola do Tetê e entra fica 2 a 1, e estávamos aqui batendo palmas, todos contentes. O que eu prometo é trabalho, não sei fazer mais nada na vida. Trabalho desde os 17 anos, não sei fazer algo diferente.''
Dificuldades enfrentadas em Chapecó
O treinador também destacou os desafios táticos impostos pelo adversário:
''Nós sabíamos que o lado esquerdo era muito mais ofensivo que o direito, e quando chegavam através do corredor direito apareciam muitos jogadores na área. Quando chegavam pelo corredor esquerdo apareciam com menos, e mais presença à entrada da área. Tivemos todas essas dificuldades que a Chapecoense ia nos dar. Aliás, não perdeu ainda no estádio no Campeonato Brasileiro, e é uma equipe que coloca outra dificuldade: nos põe um bloco baixo, que nos faz propor, deixa-nos tomar conta do jogo e depois nos contra-ataques rápidos é muito letal. Sabíamos disso, equilibramos quase sempre bem a equipe e sabiam que íamos ter iniciativa do jogo. É normal acontecer isso. Os 65% x 35% de posse diz bem sobre a estratégia.''
Relação com a torcida
Mesmo com o resultado, Castro fez questão de valorizar o apoio dos gremistas apresenta:
''Falando de torcida, sempre apaixonada, sempre entregando, obrigado a todos que vieram ao estádio, a energia que nos passaram. A manifestação da torcida no final, que reconheceu o trabalho e a nossa entrega. A torcida que esteve aqui eu não vi aquilo que você está a dizer (decepção). Mas é a minha opinião, não estou dizendo que o torcedor não está triste. Ele está triste, nós estamos tristes. Mas não estavam nos vaiando no fim porque há falta de trabalho. Reconheceram que nós nos entregámos ao trabalho. Às vezes não da melhor forma. Pode ser decepção em outras áreas, onde normalmente acontecem. Aqui no estádio, não, foi uma presença boa, uma energia boa e obrigado à torcida. Obrigado pela forma como nos envolveu e como nos empurrou para tentar a vitória.''
Ajustes táticos e escolhas
Sobre as mudanças durante o jogo, o técnico explicou a troca de posições no meio-campo:
''O corredor esquerdo no primeiro tempo, foi extremamente dinâmico, que chegou bem à frente. Os três jogadores sempre muito envolvidos, o Monsalve chegou muito à frente. Gostei e mudamos pelo conforto daquilo que é o Nardoni no seu jogo e do Monsalve no seu jogo. A dupla tinha sido Artur e Monsalve, que é diferente de uma dupla Nardoni e Monsalve. Então as coisas se ajustaram bem pelo corredor esquerdo e fiquei satisfeito com a produção deles.''
Também comentou a utilização de Noriega:
''Quando o Noriega jogou de zagueiro foi muito criticado porque não tinha velocidade para a função. Agora que o Noriega está jogando como volante, ele precisa ir para a zaga? Não vejo o futebol assim, não vejo desse ângulo. O Noriega é um volante que tem o recurso de jogar como zagueiro. Tive zagueiros disponíveis. Hoje jogou o Viery e o Balbuena. Ainda temos outras opções. Portanto, temos zagueiros que chegam para fazer a função. É muito jogo de forma seguida, é muita coisa para falar. Até os nomes dos meus jogadores já comecei a esquecer.''
Olho no próximo desafio
Por fim, o treinador evitou projetar mudanças imediatas para o próximo compromisso:
''Agora no jogo de quinta ainda não pensei, estávamos totalmente focados neste. Quando a equipe se encontra num bom desempenho, a nossa avaliação é que a equipe estava com muita chegada. Já tínhamos trocado os pontas, que normalmente trocamos quando a são os que apresentam mais desgaste, e fizemos mudanças ao longo do jogo. Enamorado, William e o Mec entraram. O Monsalve, que se apresentou também desgastado, já tinha se desgastado no último jogo. Até o final não sentimos mais nenhum jogador cair de produção. A equipe foi andando e crescendo, ao passo que foi criando situações, não sentimos essa necessidade. Reagimos em função daquilo que é a necessidade, porque não pensei no jogo seguinte, estávamos totalmente focados em tentar ganhar este. Então é isso, no próximo jogo, tal como eu lhe disse, não sei se vamos fazer muitas mudanças. Vamos primeiro avaliar os jogadores e ver em que estado eles se encontram. Agora vamos encontrar uma equipe que está com cinco dias de descanso e a nossa vai ter dois. Estranho como é que estas coisas acontecem.''
O Grêmio volta a campo na quinta-feira (19), quando recebe o Vitória, na Arena, buscando a primeira vitória após dois empates seguidos no Brasileirão.
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