A derrota do Grêmio por 1 a 0 para o São José, na Arena, deixou marcas claras no ambiente do clube. Sem a presença do torcedor, por conta da punição imposta pelo STJD, o Tricolor apresentou uma atuação abaixo do esperado e saiu de campo sob críticas. Quem também demonstrou forte incômodo com o rendimento foi o técnico Luís Castro, que fez uma análise dura no pós-jogo.
O treinador português não tentou amenizar o desempenho da equipe. Em sua avaliação, o principal problema não esteve em um setor específico, mas no funcionamento coletivo. Para Castro, faltou coordenação do início ao fim da partida, algo que inviabiliza qualquer ideia de jogo, independentemente da qualidade individual do elenco.
Técnico do Grêmio evita caça a culpados e foca no coletivo
Mesmo incomodado, Luís Castro adotou cautela ao falar sobre nomes e posições. O treinador deixou claro que não pretende transformar o momento em uma discussão individualizada ou em busca por reforços pontuais como justificativa para a derrota.
"Nós fomos uma equipe muito pouco agressiva ao gol do adversário, ao contrário daquilo que tinha acontecido no outro jogo. Hoje, não conseguimos. Mas falar individualmente que precisamos de um camisa 10, se precisamos de um camisa 5 ou de um volante, acho que o mais importante neste momento é olhar os jogadores que temos".
A fala reforça a ideia de que, neste momento, a prioridade da comissão técnica é fazer o elenco render mais, e não transferir a responsabilidade para carências do plantel ou decisões de mercado.
"Hoje não funcionamos como equipe", dispara Luís Castro
Se na primeira resposta o tom já havia sido firme, a sequência da entrevista trouxe um diagnóstico ainda mais pesado. Luís Castro foi direto ao apontar que o Grêmio esteve completamente desorganizado em campo, sem conseguir atuar de forma compacta.
"Hoje não funcionamos como equipe, e os jogadores sabem que não funcionamos. Estivemos descoordenados ao longo de todo o jogo. Não conseguimos atacar juntos, não conseguimos defender juntos, não conseguimos pressionar".
Treino não se refletiu no jogo, avalia comissão técnica
Outro ponto que gerou frustração foi a diferença entre o que vinha sendo apresentado nos treinamentos e o que apareceu em campo. Luís Castro revelou preocupação com a incapacidade da equipe de colocar em prática o que é trabalhado no dia a dia.
"Aquilo que mais importa neste momento, e nós não vamos ter muito tempo para o próximo jogo, é percebermos que nós não podemos voltar a fazer o que fizemos hoje em termos de equipe e de coordenação de equipe. A equipe não esteve minimamente coordenada, e nós não podemos continuar assim", completou o treinador.
Gauchão não é laboratório, garante o treinador
Apesar do momento de testes naturais de início de temporada, Luís Castro afastou qualquer interpretação de que o Campeonato Gaúcho seja tratado apenas como preparação. Segundo ele, o Grêmio entra em campo com a obrigação de disputar o título.
"Gauchão é para tentar ganhar, e vamos trabalhar para ganhar. Eu podia relativizar, mas não é essa a minha forma de pensar. Nós vamos tentar ganhá-lo e vamos dar tudo de nós para ganhar".
O Grêmio volta a campo neste sábado (17), às 19h, contra o São Luiz, novamente na Arena. Desta vez, com a presença do torcedor, o ambiente será diferente e a cobrança tende a ser ainda maior.
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