O clima no Grêmio depois do GreNal 449 é de frustração, mas longe de qualquer sensação de "fim de linha". A derrota no Beira-Rio doeu, principalmente pelo peso do clássico e pela forma como o resultado se construiu. Ainda assim, internamente, o sentimento é de que o momento pede correções e maturidade, não desespero.
Nos bastidores, a direção entende que já existe um diagnóstico claro do que aconteceu no jogo. Apesar do baque, a confiança no trabalho segue firme. A leitura do clube é de que o projeto está em andamento e não será alterado por um tropeço que pegou o torcedor de surpresa.
Apagão no segundo tempo marcou a derrota do Grêmio
O GreNal ficou marcado por um período curto e fatal para o Tricolor. Em questão de minutos, o time sofreu uma sequência de gols e viu a partida escapar. Para quem estava acompanhando, o roteiro parecia controlado até o empate, mas tudo mudou rapidamente.
O técnico Luís Castro evitou apontar culpados de forma individual. Mesmo com falhas claras em alguns lances, o treinador tratou o resultado como consequência de um problema coletivo. Na visão dele, o Grêmio perdeu o equilíbrio emocional após o 2 a 2 e pagou caro por isso.
Em entrevista coletiva, o português reforçou que o time levou gols que não costuma sofrer e que o clube vai revisar o que aconteceu em cada lance.
''Os gols foram, claramente, gols que normalmente não sofremos, ou não tínhamos sofrido. Vamos perceber exatamente aquilo se passou nos gols, que eles têm um traço comum'', destacou o treinador.
Calendário acelerado pesa no início de temporada
Outro ponto que aparece como justificativa dentro do clube é o contexto incomum do começo de ano. Com a Copa do Mundo no meio da temporada, o calendário foi antecipado. Isso encurtou prazos e reduziu o tempo de preparação.
Na prática, isso impacta diretamente na construção do time. Pré-temporada menor significa menos treinos coletivos, menos ajustes táticos e menor margem para entrosamento. E isso se torna ainda mais evidente em jogos de alta exigência, como um GreNal.
Direção não fala em mudanças e mantém confiança no projeto
Mesmo com a derrota pesada, o Grêmio não trabalha com mudanças drásticas. O entendimento é de que o clube vem fazendo um trabalho consistente nos bastidores, tanto na montagem do elenco quanto na condução do dia a dia com Luís Castro.
Do ponto de vista do Grêmio, o GreNal foi um resultado ruim, mas não suficiente para derrubar o planejamento. A palavra mais repetida internamente é "convicção". O clube acredita que a equipe vai evoluir com o passar das semanas e com o ganho de ritmo dos jogadores.
A ideia é tratar o clássico como uma lição dura, porém útil, para acelerar ajustes e amadurecer o time antes dos desafios mais pesados do ano.
Busca por reforços continua, com foco no "camisa 5"
Se o Grêmio não pretende mudar o rumo do trabalho, isso não significa que o elenco esteja fechado. A direção segue no mercado com um objetivo claro: contratar um primeiro volante.
A avaliação interna é de que o time precisa de um jogador com características mais defensivas, capaz de dar sustentação ao meio-campo e permitir variações no esquema. Seja para atuar ao lado de Arthur ou para formar um trio com Tiaguinho, a chegada de um "camisa 5" é vista como prioridade.
A derrota no Gre-Nal, nesse sentido, não muda o plano. Mas pode acelerar decisões.
Camisa 10 volta ao debate após críticas a Cristaldo
Além do volante, um tema que volta a ganhar força é a contratação de um meia mais criativo. A posição de camisa 10 não era tratada como urgência máxima nos últimos dias, mas o desempenho recente de Cristaldo reacendeu o debate.
O argentino voltou a ser alvo de críticas, principalmente pela dificuldade do time em manter controle do jogo nos momentos decisivos. A cobrança não vem apenas das arquibancadas. Internamente, também existe a discussão sobre a necessidade de ter um jogador mais decisivo na criação.
O Grêmio entende que Cristaldo tem qualidade e é defendido por Luís Castro, mas o cenário pode mudar caso o time siga oscilando e não consiga encontrar soluções no meio.
Agora, o Tricolor tenta transformar a derrota em ponto de virada. O foco da comissão técnica é trabalhar o aspecto mental e o comportamento coletivo do time quando o jogo muda de cenário.
Enquanto isso, a direção segue atuando no mercado, com a intenção de qualificar o grupo e entregar mais opções ao treinador para a sequência da temporada.
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