Após a derrota por 1 a 0 para o São José, na Arena, o técnico Luís Castro deixou claro que o início do Gauchão será marcado por testes e observações no elenco do Grêmio. O treinador português voltou a reforçar que o momento é de ajustes, tanto individuais quanto coletivos, e lembrou que as duas primeiras rodadas já mostraram mudanças significativas nas escalações.

Nas duas partidas do Estadual, o Grêmio entrou em campo com formações completamente diferentes. A estratégia, segundo o comandante, faz parte do processo de avaliação do grupo neste começo de temporada. A ideia é ganhar respostas rápidas, especialmente diante de um calendário apertado e da proximidade de jogos decisivos.

Grêmio volta a campo com público na Arena

Na próxima rodada do Gauchão, o Tricolor enfrenta o São Luiz no sábado (17), novamente na Arena, mas desta vez com a presença da torcida. O reencontro com o público aumenta a expectativa por uma resposta imediata da equipe, tanto em desempenho quanto em resultado.

Entre as possíveis novidades para a partida está o atacante Tetê. O jogador acompanhou o confronto contra o São José das arquibancadas e pode aparecer entre os relacionados. Questionado sobre a possibilidade de utilização do reforço, Luís Castro foi cauteloso.

"Eu acho que poderá jogar sábado, mas não tenho certeza", revelou Luís Castro.

A possível estreia de Tetê é vista internamente como mais um passo na reformulação ofensiva do time, que ainda busca encaixe e maior agressividade no ataque.

Posição de Tetê já está definida

Durante a coletiva, Luís Castro também foi questionado sobre onde pretende utilizar Tetê em campo. O técnico deixou claro que vê o jogador atuando prioritariamente pelo lado direito, posição em que construiu sua carreira.

"O Tetê sempre jogou no corredor direito. Pode fazer ali (posição de camisa 10)? Pode. Um jogador bom tecnicamente pode fazer? Pode. Mas vamos investir um valor em um jogador e depois vamos colocá-lo em outra posição?"

Na sequência, Castro reforçou a importância dos extremos no seu modelo de jogo e explicou por que prefere manter o atleta em sua função de origem. Segundo Castro, os pontas são peças fundamentais para dar profundidade e intensidade à equipe, mesmo sendo uma posição de alto desgaste físico.

"Acho que não faz sentido nenhum. Acho que é comprarmos um ingrediente para a sopa e depois vamos colocá-lo na sopa errada. Eu preciso dos pontas e preciso de pontas de qualidade".